Diário![]() 30/10/2008 04h27
Berceuse - De Como a Justiça se Faz
Dizem as boas línguas que na vida colhemos exatamente aquilo que plantamos em sua corrida. E é exatamente assim que a nossa história se faz. A velha acertiva que depois da tempestade vem a abonança é certa, mas creio que abonança só se faça na vida de quem realmente não planta vento. E quando nos perguntamos o porquê das coisas ruins que acontecem e não encontramos resposta em uma busca analítica, então imagino que as coisas ruins que estamos vivendo seja para alguma espécie de transformação ou crescimento dos nossos espíritos. E o meu até parece que gosta de tomar esses complexos vitamínicos. Mas o bom de tudo é deitar e saber que dentro de você está tudo em paz. É bom olhar para dentro de si e ver que sua alma é limpa, sem a impureza da maldade, e dos impropérios que alguns tantos até parece que têm prazer em cometer. Bom é encostar a cabeça no travesseiro e saber que é um homem bom. Inteiramente bom não, porque isto nunca somos na verdade, há sempre uma ou outra coisinha aqui e ali que ainda se tem para mudar. Alguns irregularidades da paciência e da compreensão da sua imperfeição e das imperfeições dos outros. Também concordo com a acertiva que diz que "O mundo é dos espertos". Mas esperto, na verdade é quem procura o bem, que não faz o mal a quem quer que seja, e quem luta com honestidade, lisura e competência para que as coisas aconteçam. E eu, que não seu, e nem do mundo, que nem até mesmo meu, continuo na certeza de que estou batalhando e começando a colher os frutos de algo melhor. Fruto de um trabalho digno, honesto e desafiador, está aí o Berceuse que agora caminha nas estradas dos festivais. Acredito, acima de tudo, na boa energia. Na magia de corações com vontade e que lutam para fazer acontecer. Chegou a hora de colher os frutos e soprar as folhas caídas no outono passado. Lamentá-las é besteira. Porque é assim que os justos são recompensados: As folhas velhas caem, para que novas folhas possam nascer. Ademais é ótimo olhar para trás e ver que seu caminho é feito de soma. Que quando se subtrai, na verdade se deixa de ter. Inevitavelmente num pote transbordando de bolinhas, algumas hão de cair, por não se encaixarem mais. Contudo é preciso se perguntar "Por que estas não se encaixam mais?" E se não for problema do seu pote... Então boa sorte há de vir, e que venha mais... Pois sei que tenho feito por onde merecer! Berceuse... Berceuse... De você que nada esperei, só desejo que venha mais! Festivais de Cinema - Berceuse Publicado por Oscar Calixto em 30/10/2008 às 04h27
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 29/09/2007 17h15
A Hora do Jantar
"Relatos de uma vida diária que mostra alguns dos precipícios possíveis do casamento, onde o sentimento possível nunca foi o amor. A Hora do Jantar evidencia do lado negro a poesia; do refúgio a liberdade e do ocultamento de si mesmo, o entendimento do que seja o mundo em harmonia. "
A CERCA DO TEXTO A história de “A Hora do Jantar” foi criada a partir do entendimento e rebuscamento dos escritos de um grande filósofo Alemão chamado Schopenhauer. Ele, que prefaz o entendimento da vida como “vontade e representação”, faz com que vejamos os atributos e mudanças deste mundo como fatos totalmente integrados à nossa “vontade de realização” ou de “libertação”. Sendo assim, este roteiro, é, através de seus personagens, essencialmente crítico e de caráter libertário. Inflingindo, assim, positivamente, em alguns signos ainda presentes em nossa sociedade. A violência contra a mulher é fator recorrente e, sabemos, não somente inerente às camadas mais pobres da sociedade. Há, ainda hoje, isto, em diversidade nas mais diversas camadas sociais. Esta peça tem, portanto, uma função humanitária inteiramente positiva, visto que colocamos a mulher como foco principal deste signo de liberdade. Prega, neste sentido a igualdade de ações, de vontades e representações, entre homens e mulheres de formas absurdas ou não. Vemos nele, homens no lugar comum de mulheres, como é o caso do Peixoto, por exemplo, bem como mulheres assumindo postos que concernem à natureza comum dos homens, na valentia, na busca pela liberdade e pela necessidade de auto-afirmação. Isto tudo pra dizer que este senso de liberdade é valor que não escolhe sexo, nem idade. Todos temos o direito e ninguém pode nos tirar. Schopenhauer é, por si só essa vontade. Ele busca, em seus escritos, este senso. Busca encontrar no lugar comum a explicação para o sentimento que não se explica e, por fim, a idéia da satisfação através da liberdade. Mas para chegar a isso, passamos por caminhos sempre muito dolorosos. Como ele mesmo diz: “A satisfação ou a felicidade, não pode, consequentemente, ser outra coisa senão a supressão duma dor, duma necessidade; pois a esta categoria pertencem, não apenas os sofrimentos reais, manifestos, como também qualquer desejo cuja importunidade nos perturba o repouso, além do tédio mortal que da existência nos faz um peso.” Creio que assim se defina cada personagem dessa história ou assim se defina, quem sabe, toda a história em si. O principal neste argumento é notar que é necessário que entendamos, e que, sorvendo esta cultura, continuemos vivendo. Renovando assim os valores e conceitos de nossa sociedade. E é isto que faz este roteiro sair do lugar comum da ficção para entrar no lugar da necessidade. Ainda que representando essa “vontade de libertação” de formas trágicas. Publicado por Oscar Calixto em 29/09/2007 às 17h15
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Diálogo Existencial
To: Oscar PS: If to want to answer me on this, makes it for the email.
The only true
About the felt of the life It is the happiness! What it comes first If it´s the displayed or inhibited tragedy Is only cruelty To look the happiness It´s to understand the direction of the life To understand the tragedy As a passage accident It is to want to give a new course to the life In the love or pain The only thing that valley It is to look the happiness Thus dots the picture of the life with your colors Thus you will know to coexist with love and pain That they are common things in our lives How they are things that never have of being inhibited! And the size of the dose that we take Of one or another one It is the size of the dose that we need To understand If “really happy” we are To understand The true one felt of the life That it is so simple how much to love And in loved exchange to be And to be happy To Really happy to live! Simply: Turn you happy, to really happy to live! Re: Seja feliz para realmente feliz viver! Publicado por Oscar Calixto em 23/09/2007 às 14h52
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De um Cego ao Deus nas Alturas
A vida é como um barco solto no oceano. A gente navega sem saber aonde vai chegar. E ela é tão pequena na imensidão do universo, e ele é tão pequeno na imensidão desse mar. Mas o que o universo espera da vida? O que as pessoas esperam desse mar? Tudo parece tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo. E diante dessa imparcialidade nós nem sabemos mais o que falar. As palavras se calam e faltam quando nos colocamos a nos perguntar. Não existem respostas, não existem explicações. Tudo é um engano. A vida engana a vida, o ser humano engana-se sobre o ser humano, a vida engana o ser humano e o ser humano a própria vida. O que as pessoas esperam do mar, se não sabem navegar? Não há do que reclamar, estamos vivos e isto basta porque é obra Divina. O que passamos neste mundo, tudo o que passamos, é obra das nossas mãos; do nosso egoísmo humanista. Estamos soltos na imensidão desse mar. Mas não soltos por acaso, e não soltos por engano, não soltos de qualquer modo ou sem jeito. Do que as pessoas tanto reclamam? Não têm dinheiro, não têm morada, não têm saúde, não têm mais nada? Ora, quem foi que inventou o dinheiro? Quem foi que tomou as terras e as cercou com estacas e arame farpado? Quem inventou o cigarro? A cocaína? A bomba atômica? As pessoas reclamam porque possuem anomalia... Anomalia de ego. Querem os benfícios da ciência e da tecnologia, mas diante do mal que isso provoca pedem piedade! Estamos vivos ainda e creio que isto nos basta. Se temos defeitos é porque somos humanos, se temos problemas é porque nós os criamos. Somos anômalos, todos nós, porque vemos e criamos diferenças entre nós. Se não víssemos nem criássemos, talvez tudo fosse diferente. Eu não posso ver um raio de luz em minha frente, mas devo lembrar de que o posso sentir. Eu não posso assistir um filme, mas posso ouvir e criar imagens em minha mente. Eu posso até não ser o que gostaria, posso até não ser o que pretendia, mas quem sabe um dia possa eu, um tão pequeno cego solto na imensidão deste mar, vir achar na simplicidade o encontro e vir a ser aquilo que metade da humanidade pretende ser e não consegue nem nunca conseguirá. Olhando para os céus só me resta dizer: Nós somos anômalos, Deus, por favor, nos perdoe.... Somos anômalos do desejo, anômalos da inveja, anômalos de caráter, anômalos do engano. E eu somente te agradeço por não ter olhos e ver que a vida é bela e por poder ouvir o barulho desse mar e sentir o sol bater em mim, sentir alguém me amar. Coisa que muita gente tem na vida e não consegue valorizar. Te agradeço por ter me posto nesse mar, por poder escutar as minhas preces e ajudar o ser humano a navegar, apesar do caos que tem sido o mesmo no mundo. Nosso ego não tem controle e nós não conseguimos nem aos menos isso enxergar. Estamos nos auto-destruindo. Destruindo a natureza que fabrica nosso oxigênio. Destruindo a idéia de valores e os graus de importância das coisas da vida. Por isso, permita, Deus, que eu seja pobre e felicidade eu ainda possa encontrar. Permita que eu seja cego e mesmo assim eu possa enxergar. Permita que eu seja surdo e a voz do mundo eu possa escutar. Permita Deus, que eu seja mudo e de sentimentos eu possa falar. Permita que eu esteja solto na imensidão desse mar, mas permita sempre que eu aprenda a saber navegar... A saber navegar... A saber navegar... Publicado por Oscar Calixto em 22/09/2007 às 08h35
![]() 09/09/2007 20h18
Até a mente se cansa!
Quando o medo tem que ir com suas próprias pernas para a sua"câmara de tormentos" o corpo padece, a mente se cansa e a gente só relaxa depois que tudo acontece. No meu caso, quando chego em casa! Publicado por Oscar Calixto em 09/09/2007 às 20h18
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